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Pierre Henry Mais importante nome da música eletrônica mundial, Pierre Henry nasceu no dia 9 de dezembro de 1927 e estudou música desde os sete anos. Aluno do Conservatório Nacional Superior de Música de Paris entre 1937 e 1947, cursou especialmente as classes de Olivier Messiaen, Félix Passerone e Nadia Boulanger. Compôs obras instrumentais entre 1944-1950. Fez carreira de músico de orquestra, piano e percussão, e pesquisas de construção experimental de instrumentos, de 1945 a 1951. Cria em 1948 sua primeira música para filme “Voir l’invisible ”, interpretada com objetos acústicos. Em 1949 junta-se a Pierre Schaeffer na Rádio France (R.T.F.) e juntos criam a Symphonie pour un homme seul (Sinfonia para um homem solitário). Chefe de trabalhos do GRMC (Grupo de Pesquisa de Música Concreta) da Rádio France de 1950 a 1958, em 1958 deixa a R.T.F. e funda seu estúdio: APSOM, em Paris, primeiro estúdio privado dedicado às músicas experimentais e eletro-acústicas. Henry prossegue sozinho suas pesquisas com novas técnicas e procedimentos eletrônicos que ele próprio inventa e explora continuamente este universo musical sem precedente, adaptando as tecnologias em constante evolução à mais clássica das práticas musicais. De 1958 a 1982, realiza em seu estúdio inúmeras músicas para filmes, publicidades e espetáculos. Maurice Béjart coreografa a Symphonie pour un homme seul, em 1955 e, a seguir, trabalha em mais 15 balés com Pierre Henry, que depois estabeleceu colaborações com diversos outros coreógrafos: Georges Balanchine, Carolyn Carlson, Merce Cunningham, Alwin Nikolaïs, Maguy Marin. Das inúmeras músicas para filmes desde 1950, sua última criação foi para o clássico “O Homem com a Câmera”, de Dziga Vertov. Sobre suas músicas foi criado no Brasil, por Lygia Pape e Reynaldo Jardim, o primeiro balé neo-concreto em 1958. Henry realizou também performances com vários artistas plásticos: Yves Klein, Jean Degottex, Georges Mathieu, Nicolas Schöffer, Thierry Vincens. Em 1982, surge o novo estúdio SON/RE, subvencionado pelo Ministério da Cultura e pela cidade de Paris, do qual ele é o diretor artístico. Mais de cinquenta obras novas serão criadas nesse estúdio, desde Intérieur/Extérieur (Interior/Exterior), em 1996, até Lumières (Luzes), em 2004 e, recentemente, Voyage initiatique (Viagem de iniciação), apresentada em 2005 no contexto das noites “Pierre Henry chez lui III” programadas pelo “Les Spectacles vivants” do Centro Pompidou. Sua composição mais recente é Orphée dévoilé (Orfeu desvendado). Entre outros prêmios, Pierre Henry recebeu em 2005 o Prêmio do Presidente da República da Academia Charles Cros 2005 para o conjunto da sua obra. Pierre Henry é sem dúvida o grande mestre de uma geração inteira de músicos e pesquisadores de música eletroacústica. Suas pesquisas resultaram no que hoje é usado não só na música erudita, mas em todo tipo de música que faz uso da eletrônica.

 
 
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